Um
dos meus três filhos parecia não se importar com este evento, não tinha
entusiasmo, não procurava ser útil para a comunidade naquele dia que seria tão
especial para todos. Os outros dois estavam empenhados, trabalhando junto com a
Pastoral da Juventude. Eu me preocupava em ver o meu primogênito distante das
coisas de Deus. Reuniões eram marcadas, todos da PJ (garotos e garotas da sua
idade) o convidavam e ele não aparecia. Minha esposa e eu conversávamos com ele
que nada nos respondia. Colocamos nas mãos de Deus através de nossas orações.
E
chegou o grande dia. Ainda estava escuro quando acordei para trabalhar, mas já
parecia que algo estava diferente no ar. Como de costume, rezei o meu terço no
ônibus que faz o trajeto até meu trabalho e, neste dia rezei muito para que a
comunidade entendesse o verdadeiro sentido deste evento. Infelizmente não pude
participar, mas meu coração estava lá, imaginava como seria e intercedia a
Deus.
Para
minha total felicidade entrei nas redes sociais e vi a foto do meu filho,
aquele mesmo que não se interessava em participar, carregando a Cruz em seu
ombro. Ele disse que, ao ver seus irmãos saindo felizes, resolveu ir somente
para “dar uma olhadinha”. E Jesus tocou em seu coração e foi chegando mais
perto, quando percebeu já estava sentindo o peso da Cruz com uma alegria
contagiante. Seus olhos brilhavam enquanto contava com detalhes tudo o que
havia presenciado e sentido.
Hoje,
passados somente 10 dias, e alegro-me em vê-lo participar da banda que os
jovens formaram para o Dia de Pentecostes. A alegria estampada em seu rosto em
ser útil às coisas de Deus e engajado na obra de evangelização. Ele quer
transmitir a outros jovens que não conhecem a Deus esta mesma alegria
verdadeira que está sentindo.
Deus
faz maravilhas nas nossas vidas.
Bote
Fé.
Aluno do curso de Teologia do Instituto Bíblico Pastoral Redemptoris Mater
20 de maio de 2013, Conceição de Macabu – RJ
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