sábado, 1 de junho de 2013

Coroação de Nossa Senhora e seus Dogmas de fé

Belíssima a coroação de Nossa Senhora Aparecida no dia 31 de Maio de 2013 na Paróquia São João Batista com a participação da Legião de Maria.
A aluna  do curso de Teologia, Andressa representou a Maria, Rainha dos serviços como registrou o bispo em sua homilia Dom Edney Mattoso!



Dogmas são encontrados em muitas religiões como o cristianismo, islamismo e o judaísmo, onde são considerados princípios fundamentais que devem ser respeitados por todos os seguidores dessa religião.
 
Como um elemento fundamental da religião, o termo “dogma” é atribuído a princípios teológicos que são considerados básicos. Dogma se distingue da opinião teológica pessoal. Dogmas podem ser clarificados e elaborados, desde que não contradigam outros dogmas. (Gal 1,8-9). No dicionário: “s.m. Ponto fundamental de doutrina religiosa ou filosófica, apresentado como certo e indiscutível”
 
Segundo a doutrina da Igreja Católica, Maria está associada aos seguintes dogmas de fé:
  • Mãe de Deus (Conc. Éfeso, 431) – Maria é mãe de Deus, de Jesus e da Igreja. Reafirmou isso no IV Concílio Ecumênico em Calcedônia, no ano 451. .(CIC 466s – Theotókos – “Mãe de Deus”)
  • Virgindade Perpétua (V Conc. De Constantinopla, em 553) – Maria foi virgem antes, durante e depois do parto. Sentido teológico: Maria é a terra virgem e fecunda, onde Deus fez germinar a melhor semente. Ela reservou o melhor de si: todo seu ser e coração a Deus. (CIC 496-507 –Aeiparthenos – “sempre virgem”).
  • Imaculada Conceição – (8 de Dezembro de 1854) – Cheia de graça (gratia plena) por toda a sua existência.  Concebida sem a mancha do pecado original. O Papa Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição. (CIC 493 – Panhaghia – “a toda santa”)
  • Assunção aos Céus – (1 de Novembro de 1950) – Refere-se à elevação de Maria em corpo e  alma ao Céu. Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, na encíclica Munificentissimus Deus.(CIC 2674 – Hodoghitria – “mostra o caminho”).




A festa da realeza de Maria a princípio foi celebrada no dia 31 de maio, como conclusão do mês em muitos países dedicado a Maria, com suas belíssimas noites marianas e ladainhas cantadas. Introduziu-se o costume da coroação de Maria, carregado de muita ternura, porque eram quase sempre crianças que coroavam a Mãe do Céu. A introdução da Missa vespertina diminuiu o interesse pelas “novenas”. A reforma litúrgica introduzida pelo Concílio Vaticano II (a.62-65) preferiu celebrar no dia 31 de maio o mistério da Visitação e passou a festa de Nossa Senhora Rainha para o dia 22 de agosto, dentro da oitava da solenidade da Assunção de Maria ao Céu.


 
O Papa Pio XII , no dia 1o. de novembro de  1950, na Basílica de  São Pedro, dirigiu  a  cerimônia que ficou e ficará para sempre nos anais da Igreja Católica como uma das  mais solenes da era contemporânea,  o Dogma da Assunção da Virgem Mãe de Deus.  Vejamos alguns trechos da alocução de Sua Santidade firmada nessa cerimônia: “Veneráveis irmãos e  amados filhos e  filhas que vos haveis  congregado em nossa  presença e  todos vós que nos ouvis nesta Santa Roma e  em todos os  lugares do mundo católico. Emocionados pela proclamação como um dogma de  fé da Assunção ao céu da Santíssima Virgem, em corpo e alma, exultando de alegria que inunda os corações de todos os fiéis, agora satisfeitos em seus ardentes desejos, sentimos irresistível necessidade de elevar junto convosco o hino de graças à amada providência de Deus, que quis reservar para vós a alegria deste dia e a nós o conforto de colocar sobre a fronte da mãe de Deus e da nossa mãe um brilhante diadema que coroa suas singulares prerrogativas. (…)  Implorando há longo tempo, finalmente nos chega este dia, o qual por fim, é nosso. A voz dos séculos – deveríamos dizer a  voz da eternidade – é nossa. É a voz que, com a ajuda do Espírito Santo, definiu solenemente  o alto privilégio da celestial Mãe. E vosso é o grito dos séculos. Como se houvessem  sido sacudidos pelas batidas dos vossos  corações e  pelo balbuciar dos vossos  lábios, as  próprias pedras  desta patriarcal basílica vibram e juntamente com elas os inumeráveis antigos templos levantados em todas as partes em honra de Maria, monumentos de uma só fé e pedestais  terrenos do celestial trono da glória da Rainha do Universo, parecem exultar em pequenas batidas.(…) As muitas intranqüilas e angustiosas almas, triste legado de  uma idade violenta e  turbulenta, almas oprimidas, porém não resignadas, que já não crêem na bondade da vida e aceitam-na somente  como se fossem obrigadas a aceitá-la, ela lhes abre as  mas altas visões e  as conforta para contemplar que destino e  que obras ela há sublimado, ela , que foi eleita por Deus para ser Mãe do mundo, feita em carne, recebeu docilmente a palavra do Senhor. (…)  Enquanto suplicamos com todo o ardor que a Virgem Maria possa assinalar o retorno do calor, do afeto e da vida aos corações humanos, não nos devemos  cansar de recordar que nada deve prevalecer sobre o fato, sobre a consciência de  sermos  todos filhos da mesma Mãe, laço é de união através do místico Corpo de Cristo, uma nova era e uma nova Mãe dos vivos, que quer conduzir  todos os  homens  à verdade e  à graça de seu divino Filho. E agora, oremos com devoção.”
 
 
 

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