sábado, 4 de agosto de 2012

Objetivos e funcionamento do Concílio Vaticano II


 
1. Os grandes objetivos do Concílio: Ao convocar o Concílio Vaticano II, o Papa João XXIII tinha em mente que seu objetivo seria “aggiornare la Chiesa”, atualizar, ajudar a Igreja ser mais conforme ao que Jesus Cristo dela quer e a estar inserida no contexto do mundo contemporâneo cumprindo, da melhor maneira possível, sua missão de evangelizar. Aos poucos ele explicitou este objetivo:
- renovar a Igreja em si mesma a partir do Evangelho
- revigorar a vida de fé, a vida moral e apostólica de todos os membros da Igreja.
- tornar a fé católica mais expressiva no coração do mundo contemporâneo.
- estudar as mudanças culturais do mundo moderno à luz da Revelação Divina
- realizar profunda renovação das estruturas organizativas da Igreja e de suas mediações operacionais para melhor atuar em benefício de seus membros (liturgia, leitura da Palavra de Deus, Formação dos presbíteros, organização renovada das Dioceses e Paróquias, renovação da vida consagrada, adaptação da disciplina esclesiástica às necessidades e oportunidades de nosso tempo...); e também renovar a Igreja em favor de sua ação externa na evangelização e transformação do mundo (conhecer o mundo de hoje não para condená-lo, mas com ele dialogar e com ele e nele atuar de modo eficaz em prol da felicidade do ser humano).
2. Um gigantesco trabalho. Para cumprir os grandes objetivos do Concílio seus organizadores tiveram que reajustar todo o plano de trabalho proposto. Os documentos previamente elaborados destinavam-se a facilitar o diálogo e as votações e não exigir um tempo longo aos membros do Concílio (os padres conciliares). Mas o inesperado aconteceu. Todos os documentos prontos foram rejeitados. Os padres conciliares, mais de 2.500, queriam produzir o pensamento conciliar. Foi um gesto corajoso, resultado de leituras diferentes das grandes propostas do Papa, com ênfase na atenção às origens da Igreja, à realidade do mundo em mudança e ao futuro. Esta mudança de rumo exigiu outros processos metodológicos, outra organização do Concílio, com nova escolha dos temas, nova formação de grupos de estudo e nova proposta de prazos. A tarefa prioritária consistia agora em um reestudo sobre a própria razão de ser da Igreja, de seu funcionamento na história e de sua missão no mundo em constante mudança. Este estudo implicou uma volta às Sagradas Escrituras, à pessoa, mensagem e missão de Jesus, à Igreja primitiva e aos grandes dogmas que configuraram os elementos fundamentais da fé cristã, assim como da organização da Igreja e de sua compreensão da missão. Mas a tarefa do Concílio exigiu-lhe, também, um debruçar-se amplo, corajoso e, com abertura de espírito, sobre a realidade do mundo contemporâneo.
3. Organização do Concílio. Definiu-se que haveria quatro grandes sessões conciliares e que entre as mesmas haveria um intenso trabalho de leitura e produção do pensamento conciliar, com um acordo sobre o encerramento dos trabalhos em 1965. A língua oficial seria o latim. Esta primeira sessão do Concílio, iniciada em 08 de outubro de 1962, definiu os temas a serem apresentados nas diversas sessões conciliares para debate final e votação e foram organizados os grupos de trabalhos segundo cada tema. Os instrumentos de trabalho seriam enviados a todos os membros do Concílio para receber contribuições. Um ponto a destacar é a representatividade da Igreja, pois os participantes do Concílio procediam de todas as partes do mundo e ainda havia convidados de outras igrejas cristãs e das grandes religiões, demonstração óbvia de grandes mudanças internas na Igreja, no próprio ato de convocar e organizar o Concílio.
Irmão Nery fsc
 

Concílio Vaticano II: Infomações importantes!

O Concílio Vaticano II é um autêntico sinal de Deus




Começo uma série de pequenos artigos sobre os 50 Anos do Concílio Vaticano II (1962-1965) citando alguns parágrafos do Papa Bento XVI num vídeo-mensagem para o Encontro Nacional da Igreja da França em Lourdes com os bispos e 2.500 leigos/as, religiosos/as e presbíteros de todas as dioceses do país.

“O Concílio Vaticano II foi e é autêntico sinal de Deus para os nossos tempos. Se soubermos lê-lo e acolhê-lo dentro da Tradição da Igreja e sob a orientação segura do Magistério, ele será sempre uma grande força para o futuro da Igreja.

Espero sinceramente que este aniversário seja para vós e para toda a Igreja em vosso país, ocasião de renovação espiritual e pastoral. Este, de fato, nos oferece a oportunidade de conhecer melhor os textos, que os Padres conciliares nos deixaram em herança e que não perderam seu valor, a fim de assimilar e assegurar que produzam frutos para hoje.

Essa renovação, que se insere na continuidade, assume diversas formas e o Ano da Fé, que quis propor a toda a Igreja por esta ocasião, deve permitir tornar nossa fé mais consciente, revitalizando nossa adesão ao Evangelho.

Isso requer uma abertura cada dia maior à pessoa de Cristo, sobretudo redescobrindo “o gosto” pela Palavra de Deus, para realizar uma profunda conversão do nosso coração e para andarmos pelas estradas do mundo a proclamar o Evangelho da esperança aos homens e às mulheres do nosso tempo, em diálogo respeitoso com todos.

Que este tempo de graça permita consolidar a comunhão no interior da grande família que é a Igreja católica e contribua na reconstrução da unidade entre todos os cristãos, que era um dos principais objetivos do Concílio.

A renovação da Igreja passa também através do testemunho dado pela vida dos próprios cristãos para que resplandeça a Palavra da verdade que o Senhor nos deixou.

Redescobrir a alegria de acreditar e o entusiasmo de comunicar a força e a beleza da fé é uma questão essencial da nova evangelização à qual toda a Igreja é convidada. Coloquem-se a caminho, sem medo de levar os homens e mulheres de vosso país em direção a amizade com Cristo!

Queridos irmãos e irmãs, que a Virgem Imaculada, Nossa Senhora de Lourdes, que teve um importante papel no mistério da salvação, seja para vós uma luz na estrada que conduz a Cristo e os ajude a crescer na fé” (cf. Zenit, 26/03/2012).

Os documentos do Concílio e o espírito renovador suscitado por ele impulsionaram uma rica primavera na Igreja. Duas características marcaram este período: a possibilidade de uma Igreja de comunhão e participação, a partir da igualdade básica de todos garantida pelo batismo, e um grande entusiasmo no compromisso com a transformação evangélica da sociedade. Como conseqüência houve grandes mudanças quanto à própria compreensão da Igreja em si e de sua missão no mundo contemporâneo, o que exigiu uma volta decisiva à Sagrada Escritura, novos parâmetros para a Teologia, permanente leitura crítica das mudanças vertiginosas do mundo, e busca de meios adequados para se poder atender, como Igreja, às necessidades sempre novas da sociedade.

À luz da fé, como diz Bento XVI, “o Concílio Vaticano II foi e é autêntico sinal de Deus para os nossos tempos” e “será sempre uma grande força para o futuro da Igreja.

Irmão Nery fsc

Psicopedagogia Catequética

Alguns informativos sobre a disciplina!

Psicopedagogia Catequética das Idades



Psicopedagogia Catequética das Idades



Introdução:

O catecismo tem a missão de transmitir às crianças, aos jovens e aos adultos a mensagem do amor, que está na história da salvação, na caminhada do Povo de Deus que começou com Abraão e chega até nós.
Só se pode transmitir a mensagem do amor tendo as atitudes de Jesus. Ele ia ao encontro das pessoas, procurando aceitá-las como eram, aceitando a realidade de cada uma.
Para ter esta mesma atitude de Jesus não é necessário ter muito estudo de pedagogia ou de psicologia, mas apenas um pouco de boa vontade e muito carinho.

O ser humano é um grande dom de Deus

A criança é um grande tesouro que Deus confiou à humanidade porque é uma vida a ser desenvolvida. E cada criança é um ser, diferente de todos os demais.
As necessidades do crescimento da vida de Deus em cada criança estão intimamente entrelaçadas com o desenvolvimento físico, intelectual, social e com o todo da sua personalidade.
O crescimento da criança não acontece em linha reta, mas por períodos, que começam, cada um, por uma ‘Crise’.

Fase Pré-natal

Antes do nascimento. A criança que está na nossa frente já começou a ser aquilo que é, antes de ser dada à luz, no seio da mãe, a partir do encontro da célula reprodutora masculina com a feminina.
Neste período, sobre o feto, aparecem os fatores:
1. Psicológicos: que dependem da situação da mãe. Uma forte tensão emocional, vivida pela mãe durante a gravidez, pode criar na criança uma tendência de ansiedade, de angústia. Influi também sobre a criança que vai nascer, o fato da mãe estar aceitando ou rejeitando a gravidez.
2. Fisiológicos: hereditariedade (as características dos pais, avós...) doenças, medicamentos ou desnutrição da mãe durante a gestação.

Orientações para a Catequese

“Os pais devem acolher o filho em gestação, também com muito amor. Os pais são os primeiros catequistas nesta fase”.


Fase de Zero a 3 anos

 A criança é fortemente concentrada sobre si mesma, devido às suas próprias necessidades.
 Dos 2 a 3 anos a criança começa a descobrir o próprio corpo, se desapega progressivamente da mãe e começa a aprender, através da imitação.

Orientações para a catequese

“Os pais são também, os primeiros catequistas nesta fase. Todo ambiente familiar deverá ajudar na educação da fé da criança”.

Fase dos 4 aos 7 anos

Acontece a primeira “Crise”. A criança se sente limitada pela vontade dos outros e se torna “criança difícil”.
É a fase do egocentrismo, sente-se “dona do mundo”, atraindo para si todas as atenções.

Orientações para a catequese

“O catequista, conhecendo a família sente qual o tratamento que deve dar a cada criança”.
A criança tem facilidade para elevar, habitualmente, o coração a Deus.

Fase dos 7 aos 9 anos

A criança capta tudo o que está ao seu redor. Maravilha-se com a natureza.
O relacionamento com Deus é muito marcado pelos pais.

Orientações para a catequese

“O catequista deve ajudar a criança na interiorização da fé, pois ela já tem capacidade de amar a Jesus e entender o sofrimento em favor das pessoas; é a época de introduzí-la na comunidade paroquial”.
“É uma idade muito importante, pois aqui se forma identidade espiritual da criança”.

Fase dos 9 aos 11 anos

Idade social do jogo, da vivência em grupinhos; entra o sentido da lei, do bem comum e da justiça.



Orientações para a catequese

Nessa época a catequese irá basear-se na História da Salvação. (Encontros, orações, vida, equipes...) Liturgia, tem sede de Deus.

Fase dos 11 aos 13 anos

Pré-Adolescência. Acredita em tudo o que descobre.
O pré-adolescente é inseguro e busca ideal e segurança nos heróis.

Orientações para a catequese

“Nesta fase a catequese apela para o” eu “do adolescente e para o que tem de melhor nele”.
“Surgem às dúvidas de fé e o sentimento de culpa de origem sexual”.

Fase dos 13 aos 17 anos

Adolescência. Tudo gira em torno da personalização.

Orientações para a catequese

O adolescente busca apoio em Deus.
“Nesta fase, o catequista deverá orientar o adolescente para o caminho da doação e do amor”.

Fase dos 17 aos 25 anos

Juventude, crise do fracasso dos inúmeros sonhos da adolescência e o jovem vê pouca coisa nele realizada.
É época da limitação do “eu”: na profissão, no namoro, no casamento e na sociedade.

Orientações para a catequese

“Deve ser uma catequese de engajamento, da vocação cristã do homem no mundo e na Igreja”.
 
Fonte: http://peedivanio.blogspot.com.br/2009/11/psicopedagogia-catequetica-das-idades.html 
 

Educação da fé conforme as idades

A missão evangelizadora da catequese é acima de tudo educação da fé. Em um primeiro momento devemos nos perguntar: É possível educar a fé de alguém? Ou educar alguém para a vida de fé?
Aqui temos duas palavras chaves para a nossa ação evangelizadora de catequista: Educação e Fé. Vamos buscar entender o que significam:

Educação
 
É muito interessante percebemos que a palavra Educação esta ligada com pedagogo, discípulo, instrução, pois fazem parte de um mesmo campo lexical, pois todas têm algo em comum. Há traços sêmicos envolvendo cada um destes vocábulos.
Educação vem do verbo educar. Podemos dizer que educação veio do verbo latim educare. Nele, temos o prevérbio e- e o verbo – ducare,¬ dúcere. No itálico, donde proveio o latim, dúcere se prende à raiz indo-européia DUK-, grau zero da raiz DEUK-,cuja acepção primitiva era levar, conduzir, guiar. Educare, no latim, era um verbo que tinha o sentido de “criar (uma criança), nutrir, fazer crescer. Etimologicamente, poderíamos afirmar que educação, do verbo educar, significa “trazer à luz a idéia”.
Por fé podemos entender genericamente a parir do Latim como fides, e do Grego pistia, sendo traduzida como a firme convicção de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta idéia ou fonte de transmissão. Em hebraico he’ emîn da raiz aman, indica que crer significa “sentir-se seguro” “confiar em” “apoiar-se em”
Na Sagrada Escritura a fé é entendida como adesão total, que envolve a pessoa toda, “a fé se apresenta como entrega religiosa de toda a pessoa e não simplesmente adesão intelectual ou obediência moral, respondendo à natureza dinâmica, vital e pessoal da Palavra de Deus.”
Podemos perceber, no entanto que a fé de uma pessoa que abraçou a vida cristã, que viveu um processo de conversão não se reduz a uma adesão a verdade dogmáticas apenas; é base de um apelo pessoal de Deus; é um acontecimento que concerne à pessoa toda e lhe permite entrar no universo da aliança; é um encontro primeiro pessoal e depois comunitário com Jesus Cristo, reconhecido como o Deus que vem, que salva e que reúne.
 
Na catequese é preciso pensar em uma educação da fé que seja libertadora, que ajude o catequizando a pensar sobre a vida, a realidade, a cultura, ou seja, uma educação da fé que ajude a pensar problematizando o conhecimento, promovendo assim a autonomia e a formação da consciência crítica. O catequista também não pode ter a pretensão de apenas ser o educador, mas ao mesmo tempo alguém que ajuda o catequizando a fazer a experiência de fé, e ao mesmo tempo também é educa na fé. A educação da fé não acontece sozinho e isolado, mas em comunhão.

Devemos compreender acima de tudo que a fé é dom e graça de Deus, não há podemos limitar apenas ao nível humano, mas constitui uma atitude de fundo que dá sentido e orienta toda a vida. “A fé é um dom de Deus. Pode nascer do íntimo do coração humano somente como fruto da graça prévia e adjuvante e como resposta, completamente livre, à moção do Espírito Santo, que move o coração e o dirige a Deus, dando-lhe suavidade no consentir e crer na verdade”.(DGC, n. 55)

A educação da fé na catequese tem a missão de ajudar no processo de humanização do homem e da mulher sonhando a busca da transformação social. Neste sentido ressaltamos a importância e a necessidade da catequese para as diferentes idades que “é a exigência essencial para a comunidade cristã. Por um lado, de fato, a fé participa do desenvolvimento da pessoa; por outro lado, cada fase da vida é exposta ao desafio da descristianização e deve, acima de tudo, aceitar como um desafio, as tarefas sempre novas da vocação cristã”. (DGC, n.171, DNC, n.180)
 
Pe. Eduardo Calandro
Pe. Jordélio Siles Ledo
 
Fonte:
http://catequeseebiblia.blogspot.com.br/2012/04/necessidade-da-psicopedagogia-na_12.html
 



 

Horários das disciplinas 2° semestre/2012


INSTITUTO BÍBLICO REDEMPTORIS MATER – MACAÉ - 2012/2

QUADRO DE HORÁRIOS DAS DISCIPLINAS

SEGUNDA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Psicopedagogia
catequética
Psicopedagogia catequética
20h10min
Introdução à Sagrada Escritura
Teologia Espiritual



TERÇA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Psicologia das Relações Sociais
Metodologia de pesquisa
20h10min
Introdução à Filosofia
História da Igreja II



QUARTA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Teologia Fundamental e da Revelação
Teologia Fundamental e da Revelação
20h10min
Doutrina social da Igreja
Cristologia II



QUINTA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Escatologia
Escatologia
20h10min
Introdução à Teologia
Direito Canônico II





SÁBADO (Uma vez por mês): Sagrada Escritura – Frei Isidoro (8h às 13h)

Horário das disciplinas para o 2º semestre/2012


INSTITUTO BÍBLICO REDEMPTORIS MATER – MACAÉ - 2012/2

QUADRO DE HORÁRIOS DAS DISCIPLINAS

SEGUNDA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Psicopedagogia
catequética
Psicopedagogia catequética
20h10min
Introdução à Sagrada Escritura
Teologia Espiritual



TERÇA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Psicologia das Relações Sociais
Metodologia de pesquisa
20h10min
Introdução à Filosofia
História da Igreja II



QUARTA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Teologia Fundamental e da Revelação
Teologia Fundamental e da Revelação
20h10min
Doutrina social da Igreja
Cristologia II



QUINTA-FEIRA


1º ano
2º e 3º ano
18h30min
Escatologia
Escatologia
20h10min
Introdução à Teologia
Direito Canônico II




SÁBADO (Uma vez por mês): Sagrada Escritura – Frei Isidoro (8h às 13h)

Retorno das aulas: 2º semestre


Missa de encerramento do 1º semestre/2012