O Concílio Vaticano II é um autêntico sinal de Deus
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“O Concílio Vaticano II foi e
é autêntico sinal de Deus para os nossos tempos. Se soubermos lê-lo e acolhê-lo
dentro da Tradição da Igreja e sob a orientação segura do Magistério, ele será
sempre uma grande força para o futuro da Igreja.
Espero sinceramente que este
aniversário seja para vós e para toda a Igreja em vosso país, ocasião de
renovação espiritual e pastoral. Este, de fato, nos oferece a oportunidade de
conhecer melhor os textos, que os Padres conciliares nos deixaram em herança e
que não perderam seu valor, a fim de assimilar e assegurar que produzam frutos
para hoje.
Essa renovação, que se insere
na continuidade, assume diversas formas e o Ano da Fé, que quis propor a toda a
Igreja por esta ocasião, deve permitir tornar nossa fé mais consciente,
revitalizando nossa adesão ao Evangelho.
Isso requer uma abertura cada
dia maior à pessoa de Cristo, sobretudo redescobrindo “o gosto” pela Palavra de
Deus, para realizar uma profunda conversão do nosso coração e para andarmos
pelas estradas do mundo a proclamar o Evangelho da esperança aos homens e às
mulheres do nosso tempo, em diálogo respeitoso com todos.
Que este tempo de graça
permita consolidar a comunhão no interior da grande família que é a Igreja
católica e contribua na reconstrução da unidade entre todos os cristãos, que era
um dos principais objetivos do Concílio.
A renovação da Igreja passa
também através do testemunho dado pela vida dos próprios cristãos para que
resplandeça a Palavra da verdade que o Senhor nos deixou.
Redescobrir a alegria de
acreditar e o entusiasmo de comunicar a força e a beleza da fé é uma questão
essencial da nova evangelização à qual toda a Igreja é convidada. Coloquem-se a
caminho, sem medo de levar os homens e mulheres de vosso país em direção a
amizade com Cristo!
Queridos irmãos e irmãs, que a
Virgem Imaculada, Nossa Senhora de Lourdes, que teve um importante papel no
mistério da salvação, seja para vós uma luz na estrada que conduz a Cristo e os
ajude a crescer na fé” (cf. Zenit, 26/03/2012).
Os documentos do Concílio e o
espírito renovador suscitado por ele impulsionaram uma rica primavera na Igreja.
Duas características marcaram este período: a possibilidade de uma Igreja de
comunhão e participação, a partir da igualdade básica de todos garantida pelo
batismo, e um grande entusiasmo no compromisso com a transformação evangélica da
sociedade. Como conseqüência houve grandes mudanças quanto à própria compreensão
da Igreja em si e de sua missão no mundo contemporâneo, o que exigiu uma volta
decisiva à Sagrada Escritura, novos parâmetros para a Teologia, permanente
leitura crítica das mudanças vertiginosas do mundo, e busca de meios adequados
para se poder atender, como Igreja, às necessidades sempre novas da
sociedade.
À luz da fé, como diz Bento
XVI, “o Concílio Vaticano II foi e é autêntico sinal de Deus para os nossos
tempos” e “será sempre uma grande força para o futuro da Igreja.
Irmão Nery fsc

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