Psicopedagogia Catequética das Idades
Psicopedagogia Catequética das
Idades
Introdução:
O catecismo tem a missão de transmitir às crianças, aos jovens e aos adultos a mensagem do amor, que está na história da salvação, na caminhada do Povo de Deus que começou com Abraão e chega até nós.
Só se pode transmitir a mensagem do amor tendo as atitudes de Jesus. Ele ia ao encontro das pessoas, procurando aceitá-las como eram, aceitando a realidade de cada uma.
Para ter esta mesma atitude de Jesus não é necessário ter muito estudo de pedagogia ou de psicologia, mas apenas um pouco de boa vontade e muito carinho.
O ser humano é um grande dom de Deus
A criança é um grande tesouro que Deus confiou à humanidade porque é uma vida a ser desenvolvida. E cada criança é um ser, diferente de todos os demais.
As necessidades do crescimento da vida de Deus em cada criança estão intimamente entrelaçadas com o desenvolvimento físico, intelectual, social e com o todo da sua personalidade.
O crescimento da criança não acontece em linha reta, mas por períodos, que começam, cada um, por uma ‘Crise’.
Fase Pré-natal
Antes do nascimento. A criança que está na nossa frente já começou a ser aquilo que é, antes de ser dada à luz, no seio da mãe, a partir do encontro da célula reprodutora masculina com a feminina.
Neste período, sobre o feto, aparecem os fatores:
1. Psicológicos: que dependem da situação da mãe. Uma forte tensão emocional, vivida pela mãe durante a gravidez, pode criar na criança uma tendência de ansiedade, de angústia. Influi também sobre a criança que vai nascer, o fato da mãe estar aceitando ou rejeitando a gravidez.
2. Fisiológicos: hereditariedade (as características dos pais, avós...) doenças, medicamentos ou desnutrição da mãe durante a gestação.
Orientações para a Catequese
“Os pais devem acolher o filho em gestação, também com muito amor. Os pais são os primeiros catequistas nesta fase”.
Fase de Zero a 3 anos
A criança é fortemente concentrada sobre si mesma, devido às suas próprias necessidades.
Dos 2 a 3 anos a criança começa a descobrir o próprio corpo, se desapega progressivamente da mãe e começa a aprender, através da imitação.
Orientações para a catequese
“Os pais são também, os primeiros catequistas nesta fase. Todo ambiente familiar deverá ajudar na educação da fé da criança”.
Fase dos 4 aos 7 anos
Acontece a primeira “Crise”. A criança se sente limitada pela vontade dos outros e se torna “criança difícil”.
É a fase do egocentrismo, sente-se “dona do mundo”, atraindo para si todas as atenções.
Orientações para a catequese
“O catequista, conhecendo a família sente qual o tratamento que deve dar a cada criança”.
A criança tem facilidade para elevar, habitualmente, o coração a Deus.
Fase dos 7 aos 9 anos
A criança capta tudo o que está ao seu redor. Maravilha-se com a natureza.
O relacionamento com Deus é muito marcado pelos pais.
Orientações para a catequese
“O catequista deve ajudar a criança na interiorização da fé, pois ela já tem capacidade de amar a Jesus e entender o sofrimento em favor das pessoas; é a época de introduzí-la na comunidade paroquial”.
“É uma idade muito importante, pois aqui se forma identidade espiritual da criança”.
Fase dos 9 aos 11 anos
Idade social do jogo, da vivência em grupinhos; entra o sentido da lei, do bem comum e da justiça.
Orientações para a catequese
Nessa época a catequese irá basear-se na História da Salvação. (Encontros, orações, vida, equipes...) Liturgia, tem sede de Deus.
Fase dos 11 aos 13 anos
Pré-Adolescência. Acredita em tudo o que descobre.
O pré-adolescente é inseguro e busca ideal e segurança nos heróis.
Orientações para a catequese
“Nesta fase a catequese apela para o” eu “do adolescente e para o que tem de melhor nele”.
“Surgem às dúvidas de fé e o sentimento de culpa de origem sexual”.
Fase dos 13 aos 17 anos
Adolescência. Tudo gira em torno da personalização.
Orientações para a catequese
O adolescente busca apoio em Deus.
“Nesta fase, o catequista deverá orientar o adolescente para o caminho da doação e do amor”.
Fase dos 17 aos 25 anos
Juventude, crise do fracasso dos inúmeros sonhos da adolescência e o jovem vê pouca coisa nele realizada.
É época da limitação do “eu”: na profissão, no namoro, no casamento e na sociedade.
Orientações para a catequese
“Deve ser uma catequese de engajamento, da vocação cristã do homem no mundo e na Igreja”.
Introdução:
O catecismo tem a missão de transmitir às crianças, aos jovens e aos adultos a mensagem do amor, que está na história da salvação, na caminhada do Povo de Deus que começou com Abraão e chega até nós.
Só se pode transmitir a mensagem do amor tendo as atitudes de Jesus. Ele ia ao encontro das pessoas, procurando aceitá-las como eram, aceitando a realidade de cada uma.
Para ter esta mesma atitude de Jesus não é necessário ter muito estudo de pedagogia ou de psicologia, mas apenas um pouco de boa vontade e muito carinho.
O ser humano é um grande dom de Deus
A criança é um grande tesouro que Deus confiou à humanidade porque é uma vida a ser desenvolvida. E cada criança é um ser, diferente de todos os demais.
As necessidades do crescimento da vida de Deus em cada criança estão intimamente entrelaçadas com o desenvolvimento físico, intelectual, social e com o todo da sua personalidade.
O crescimento da criança não acontece em linha reta, mas por períodos, que começam, cada um, por uma ‘Crise’.
Fase Pré-natal
Antes do nascimento. A criança que está na nossa frente já começou a ser aquilo que é, antes de ser dada à luz, no seio da mãe, a partir do encontro da célula reprodutora masculina com a feminina.
Neste período, sobre o feto, aparecem os fatores:
1. Psicológicos: que dependem da situação da mãe. Uma forte tensão emocional, vivida pela mãe durante a gravidez, pode criar na criança uma tendência de ansiedade, de angústia. Influi também sobre a criança que vai nascer, o fato da mãe estar aceitando ou rejeitando a gravidez.
2. Fisiológicos: hereditariedade (as características dos pais, avós...) doenças, medicamentos ou desnutrição da mãe durante a gestação.
Orientações para a Catequese
“Os pais devem acolher o filho em gestação, também com muito amor. Os pais são os primeiros catequistas nesta fase”.
Fase de Zero a 3 anos
A criança é fortemente concentrada sobre si mesma, devido às suas próprias necessidades.
Dos 2 a 3 anos a criança começa a descobrir o próprio corpo, se desapega progressivamente da mãe e começa a aprender, através da imitação.
Orientações para a catequese
“Os pais são também, os primeiros catequistas nesta fase. Todo ambiente familiar deverá ajudar na educação da fé da criança”.
Fase dos 4 aos 7 anos
Acontece a primeira “Crise”. A criança se sente limitada pela vontade dos outros e se torna “criança difícil”.
É a fase do egocentrismo, sente-se “dona do mundo”, atraindo para si todas as atenções.
Orientações para a catequese
“O catequista, conhecendo a família sente qual o tratamento que deve dar a cada criança”.
A criança tem facilidade para elevar, habitualmente, o coração a Deus.
Fase dos 7 aos 9 anos
A criança capta tudo o que está ao seu redor. Maravilha-se com a natureza.
O relacionamento com Deus é muito marcado pelos pais.
Orientações para a catequese
“O catequista deve ajudar a criança na interiorização da fé, pois ela já tem capacidade de amar a Jesus e entender o sofrimento em favor das pessoas; é a época de introduzí-la na comunidade paroquial”.
“É uma idade muito importante, pois aqui se forma identidade espiritual da criança”.
Fase dos 9 aos 11 anos
Idade social do jogo, da vivência em grupinhos; entra o sentido da lei, do bem comum e da justiça.
Orientações para a catequese
Nessa época a catequese irá basear-se na História da Salvação. (Encontros, orações, vida, equipes...) Liturgia, tem sede de Deus.
Fase dos 11 aos 13 anos
Pré-Adolescência. Acredita em tudo o que descobre.
O pré-adolescente é inseguro e busca ideal e segurança nos heróis.
Orientações para a catequese
“Nesta fase a catequese apela para o” eu “do adolescente e para o que tem de melhor nele”.
“Surgem às dúvidas de fé e o sentimento de culpa de origem sexual”.
Fase dos 13 aos 17 anos
Adolescência. Tudo gira em torno da personalização.
Orientações para a catequese
O adolescente busca apoio em Deus.
“Nesta fase, o catequista deverá orientar o adolescente para o caminho da doação e do amor”.
Fase dos 17 aos 25 anos
Juventude, crise do fracasso dos inúmeros sonhos da adolescência e o jovem vê pouca coisa nele realizada.
É época da limitação do “eu”: na profissão, no namoro, no casamento e na sociedade.
Orientações para a catequese
“Deve ser uma catequese de engajamento, da vocação cristã do homem no mundo e na Igreja”.
Educação da fé conforme as idades
A missão
evangelizadora da catequese é acima de tudo educação da fé. Em um primeiro
momento devemos nos perguntar: É possível educar a fé de alguém? Ou educar
alguém para a vida de fé?
Aqui temos duas palavras
chaves para a nossa ação evangelizadora de catequista: Educação e Fé. Vamos
buscar entender o que significam:
Educação
É muito interessante
percebemos que a palavra Educação esta ligada com pedagogo, discípulo,
instrução, pois fazem parte de um mesmo campo lexical, pois todas têm algo em
comum. Há traços sêmicos envolvendo cada um destes vocábulos.
Educação vem do verbo educar.
Podemos dizer que educação veio do verbo latim educare. Nele, temos o prevérbio
e- e o verbo – ducare,¬ dúcere. No itálico, donde proveio o latim, dúcere se
prende à raiz indo-européia DUK-, grau zero da raiz DEUK-,cuja acepção primitiva
era levar, conduzir, guiar. Educare, no latim, era um verbo que tinha o sentido
de “criar (uma criança), nutrir, fazer crescer. Etimologicamente, poderíamos
afirmar que educação, do verbo educar, significa “trazer à luz a
idéia”.
Fé
Por fé podemos entender
genericamente a parir do Latim como fides, e do Grego pistia, sendo traduzida
como a firme convicção de que algo é verdade, sem qualquer tipo de prova ou
critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que depositamos nesta
idéia ou fonte de transmissão. Em hebraico he’ emîn da raiz aman, indica que
crer significa “sentir-se seguro” “confiar em” “apoiar-se em”
Na Sagrada Escritura a fé é
entendida como adesão total, que envolve a pessoa toda, “a fé se apresenta como
entrega religiosa de toda a pessoa e não simplesmente adesão intelectual ou
obediência moral, respondendo à natureza dinâmica, vital e pessoal da Palavra de
Deus.”
Podemos perceber, no entanto
que a fé de uma pessoa que abraçou a vida cristã, que viveu um processo de
conversão não se reduz a uma adesão a verdade dogmáticas apenas; é base de um
apelo pessoal de Deus; é um acontecimento que concerne à pessoa toda e lhe
permite entrar no universo da aliança; é um encontro primeiro pessoal e depois
comunitário com Jesus Cristo, reconhecido como o Deus que vem, que salva e que
reúne.
Na catequese é preciso pensar
em uma educação da fé que seja libertadora, que ajude o catequizando a pensar
sobre a vida, a realidade, a cultura, ou seja, uma educação da fé que ajude a
pensar problematizando o conhecimento, promovendo assim a autonomia e a formação
da consciência crítica. O catequista também não pode ter a pretensão de apenas
ser o educador, mas ao mesmo tempo alguém que ajuda o catequizando a fazer a
experiência de fé, e ao mesmo tempo também é educa na fé. A educação da fé não
acontece sozinho e isolado, mas em comunhão.
Devemos compreender acima de tudo que a fé é dom e graça de Deus, não há podemos limitar apenas ao nível humano, mas constitui uma atitude de fundo que dá sentido e orienta toda a vida. “A fé é um dom de Deus. Pode nascer do íntimo do coração humano somente como fruto da graça prévia e adjuvante e como resposta, completamente livre, à moção do Espírito Santo, que move o coração e o dirige a Deus, dando-lhe suavidade no consentir e crer na verdade”.(DGC, n. 55)
A educação da fé na catequese tem a missão de ajudar no processo de humanização do homem e da mulher sonhando a busca da transformação social. Neste sentido ressaltamos a importância e a necessidade da catequese para as diferentes idades que “é a exigência essencial para a comunidade cristã. Por um lado, de fato, a fé participa do desenvolvimento da pessoa; por outro lado, cada fase da vida é exposta ao desafio da descristianização e deve, acima de tudo, aceitar como um desafio, as tarefas sempre novas da vocação cristã”. (DGC, n.171, DNC, n.180)
Pe. Eduardo
Calandro
Pe. Jordélio Siles Ledo
Pe. Jordélio Siles Ledo
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